terça-feira, 20 de abril de 2010

PINHOLE












É um processo alternativo de fazer fotografia sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais.
Na UFCD de Tecnologia de Fotografia e Vídeo utilizamos esta técnica artesanal para tirar uma fotografia.
Utilizamos uma caixa de sapatos onde fizemos uma abertura que funciona como lente.
Pintamos as caixas por dentro e deixamos secar bem, de seguida, colocamos um pedaço de papel fotográfico dentro da caixa e tivemos o cuidado de que ficasse bem fechada, esta operação foi feita dentro de uma câmara escura.
Fomos para o exterior, estava um dia lindo de Sol, colocamos a caixa numa base para que não se movesse, e dirigimos a zona do buraco para a área a fotografar. Nessa altura abrimos a tampa de fita-cola que cobria o buraco. Aguardamos cerca de vinte a trinta segundos e voltamos a tapar o buraco da caixa.
Para fazermos a revelação tivemos de usar um espaço onde não entrasse qualquer luz. Utilizamos o líquido revelador, de seguida o banho de paragem, o fixador e de seguida fizemos uma passagem por água corrente.
O buraco da minha caixa foi direccionado para o jardim do CFPIC e fiquei admirada quando vi a fotografia a surgir através de um processo tão simples e artesanal.

MUSEU CASA TEIXEIRA LOPES

No âmbito da UFCD de Artes Decorativas, fizemos uma visita guiada com a nossa formadora, Drª Ângela Almeida à “Casa Museu Teixeira Lopes” em Gaia.

A casa foi construída em 1895, foi um projecto do arquitecto José Teixeira Lopes, irmão do Escultor, para residência e oficina de escultura.

Quando chegamos ao Museu, foi uma surpresa para mim, logo na entrada fiquei fascinada com o pátio cheio de obras de arte e com o pormenor das telhas pintadas à mão em azul, subimos a escadaria que dá acesso ao andar de cima, aí tivemos acesso a todas as dependências que foram habitadas pelo escultor até á sua morte em 1942.

Em 1933, o escultor doou a casa e todo o seu espólio ao Município de Vila Nova de Gaia. Em 1975 em sequência da doação de grande parte da obra do artista Diogo de Macedo á Câmara de V. N. Gaia, foi possível no edifício anexo, inaugurar as Galerias Diogo de Macedo.

Ficamos a saber que a vida de Teixeira Lopes não foi fácil, com um casamento que só durou um dia porque ao descobrir que a esposa não era virgem sentiu-se traído e foi leva-la a casa dos pais, não casou outra vez e não teve filhos o que lhe causou um desgosto enorme.

Visitamos o seu quarto, a sala de jantar, muitos dos seus objectos pessoais, a sala onde recebia os amigos que eram muitos e como era uma pessoa muito generosa e tinha muitos amigos estes ofereciam-lhes importantes peças que hoje podemos ver e apreciar na sua casa desde mobiliário a centenas de peças de fábricas que ofereciam as suas colecções para enriquecer o espólio como cerâmicas e vidros.
Nas Galerias Diogo de Macedo fiquei encantada com a colecção de artes decorativas que reúne peças do séc. XVI até ao séc. XX, porcelanas chinesas, bronzes de Macau, cerâmica da Companhia das Índias e marfins Indo-Portugueses.

Também tivemos a oportunidade de ver além da vasta obra de António Teixeira Lopes, esculturas de Soares dos Reis, Francisco de Oliveira Ferreira, José Maria Sá Lemos, entre muitos outros.

Visitamos as oficinas onde eram os ateliês onde o escultor trabalhou e esculpiu e pudemos apreciar as suas grandiosas obras das quais mostro exemplos.
Visitamos também duas exposições que estavam a ser preparadas nas galerias Diogo de Macedo.

A senhora que nos guiou mostrou ter muito conhecimento sobre tudo que dizia respeito a Teixeira Lopes, senti que a senhora tinha uma grande admiração pelo Escultor e as obras expostas no Museu Teixeira Lopes.

Com esta visita e com tudo o que ouvi fiquei a admirar o escultor “Teixeira Lopes”.